- Professor age de determinada maneira na aula.
- (alguns? vários?) Alunos acham que as coisas não deveriam ser exatamente como o professor faz.
- Aluno envia mensagem pública ao professor, altamente formal e cordial, comentando o ponto de vista dele (deles? nosso?), com uma série de críticas (construtivas, na maior parte pelo menos).
- Professor não dá aula no dia, vai embora com a justificativa de que não estava bem, além de avisar que não dará a palestra programada para o dia seguinte.
Não preciso dizer o que ficou parecendo, é o tipo de coisa que qualquer pessoa percebe.
Também não preciso dizer que essa reação é no mínimo incomum, afinal, de um Professor Doutor Fulano de Tal geralmente se esperaria uma contra-argumentação para refutar a proposição do aluno, ou pelo menos uma posição de se abrir para comentários de todos, para depois mostrar também o ponto de vista dele.
Mas nada disso aconteceu. E porque?
A crítica foi valida? Na maior parte, sim.
A crítica foi bem escrita (i.e. as palavras foram bem utilizadas, sem ofensas)? Sim.
Mas isso nunca foi garantia de que a pessoa criticada aceitaria a crítica sem problemas. Todos sabem o quanto as pessoas podem ser suscetíveis às palavras que lhes são dirigidas, não importa o quanto elas sejam bem escolhidas, não importa o quanto a pessoa que falou tenha boa intenção.
Porque todo esse ‘palavrório’?
Mesmo que pouca gente (ou ninguém) leia esse post, acho que é sempre bom lembrar que pouca gente aceita tudo que lhes é dito, independente de quem (e/ou o que) diz. Também é sempre bom lembrar que não adianta nada você deixar de dizer algo porque a pessoa não vai gostar.
Pense no que vai falar. Depois pense se é necessário falar. Para algumas coisas há sempre um preço… se vale a pena, pague, mesmo que alguém te culpe o resto da vida por isso.
Fim do desabafo.